Igreja deve voltar à pregação da união do Corpo de Cristo

Igreja deve voltar à pregação da união do Corpo de Cristo


O pastor e escritor Francis Chan advertiu que a “obsessão” da Igreja com templos cheios, em especial nos Estados Unidos, é responsável pelos erros cometidos pela liderança que resultaram em divisão. Como resposta a isso, ele encorajou o retorno à unidade e a pregação do amor.

A declaração de Francis Chan foi feita durante uma videoconferência com 150 líderes de igrejas ao redor do mundo: “Eu realmente acredito que existem alguns erros graves que cometemos nos EUA [que] levaram a igreja a ficar no estado em que está agora: super dividida, com a reputação dos cristãos evangélicos nos EUA nunca tendo sido pior”, disse.

Atualmente vivendo em Hong Kong, Francis Chan ajudou a fundar e liderou por anos a megaigreja Cornestone Community na Califórnia, estado considerado o epicentro das ideologias de esquerda nos Estados Unidos. Diante disso, o pastor afirmou que a visão de quem não é evangélico é que os fiéis formam “um grupo politicamente orientado com o qual eles não querem ter nada a ver”.

A partir desse contexto, Chan diz que o “erro número um” que as igrejas contemporâneas cometem é serem “obcecadas” por frequentadores. “Entramos em pânico e pensamos: ‘temos que fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para levar o maior número de pessoas possível’. Nós racionalizamos, ‘bem, é melhor que um grande grupo continue vindo [do que nenhum]’”, avaliou.

De acordo com informações do portal The Christian Post, Francis Chan confrontou os líderes evangélicos com quem conversava na reunião: “Onde você consegue isso nas Escrituras? Essa não é a mensagem de Jesus”.

Amor ao próximo

“Jesus poderia ter atraído milhares. Tudo o que Ele precisava fazer era enfraquecer a mensagem, enfraquecer o compromisso, mas Ele não o fez”, asseverou o pastor, acrescentando que a Igreja deve se basear em relacionamentos: amar uns aos outros, orar juntos e cuidar uns dos outros.

“Temos que seguir o caminho certo em nossas orações, acreditando nelas, acreditando em nosso amor uns pelos outros. E eu sei que parece que existem outros métodos que podem funcionar melhor […] Minha lógica diria ‘de jeito nenhum, de jeito nenhum Deus iria querer que eu fizesse isso’. Mas não é assim que Ele trabalha”, reiterou.

Na curta experiência adquirida em Hong Kong, Francis Chan relatou que descobriu que, para os cristãos locais, a ideia de “amar uns aos outros” é estranha, devido ao impacto exacerbado e distorcido que a cultura “ocidentalizada” no país trouxe. O pastor notou que até as dinâmicas familiares são “estranhas” e “distantes”.

“Ou é apenas uma paternidade […] que só lida com notas, ou simplesmente não se envolve e, ‘deixe meu servo fazer isso, cuidar dos meus filhos’. Eles são bons em realizar […] mas nos relacionamentos [são guiados por] um pensamento muito estranho”, relatou. “Ter pastores indo às casas é uma coisa estranha para eles”, acrescentou, explicando a importância de se pregar o “amor” e a “unidade” dentro da Igreja.





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