Peça de ouro associada ao Primeiro Templo é encontrada em Jerusalém

Peça de ouro associada ao Primeiro Templo é encontrada em Jerusalém


Um artefato histórico e de grande valor arqueológico foi encontrado em Jerusalém, próximo ao Monte do Templo. A peça, de ouro, tem idade estimada em 3.000 anos e pode ser parte dos materiais usados pelos sacerdotes que atuavam no templo construído por Salomão.

O objeto, um grânulo de ouro em formato de flor, foi encontrado por um menino de apenas nove anos de idade, que foi levado para participar do Projeto de Peneiração do Monte do Templo (TMSP, na sigla em inglês) pela família. Essa é uma iniciativa que visa limpar a região e, eventualmente, encontrar relíquias históricas.

Enquanto vasculhava a sujeira com sua família em agosto, Binyamin Milt, morador de Jerusalém, descobriu o pequeno cilindro em forma de flor perfeitamente preservado, criado por quatro camadas de pequenas bolas de ouro, sem saber que o artefato que estava segurando foi provavelmente forjado há cerca de 3.000 anos.

De acordo com o portal Jerusalem Post, a peça estava tão bem preservada de fato, que quando o menino levou-a ao arqueólogo supervisor, ele inicialmente a descartou como sendo um objeto moderno não identificado, nem mesmo anotando as informações de contato do menino.

Posteriormente, enquanto examinava os artefatos, o arqueólogo percebeu que a peça era muito semelhante a vários itens que ele havia encontrado quando escavou sistemas de sepultamento do período do Primeiro Templo em Katef Hinom. Embora essas fossem feitas de prata, eram idênticas ao grânulo de ouro, tanto na forma quanto no método de fabricação (denominado granulação).

Outros objetos semelhantes foram encontrados em vários outros locais em Israel, datados de vários períodos, com a grande maioria associado à Idade do Ferro (séculos 12 a 6 a.C.). Uma vez que o significado do grânulo ficou claro, os pesquisadores do TMSP chamaram todas as famílias que participaram da peneiração naquele dia específico, até que chegaram ao menino Binyamin.

Requinte e propósito

Peças de joalheria de ouro raramente são encontradas entre os artefatos arqueológicos do período do Primeiro Templo, já que o ouro naquela época não era refinado e geralmente continha uma porcentagem significativa de prata.

A granulação é uma técnica que exige do ourives grande competência e experiência, devido aos diversos componentes e complexas etapas de fabricação.

Os grânulos são moldados a partir de minúsculas peças de metal que são fundidas sobre uma camada de carvão ou pó de carvão, que absorve o ar, evitando a oxidação. Assim que o metal derrete, a tensão superficial do líquido produz gotas em forma de bola. Um método alternativo envolve pingar o metal líquido de uma altura em uma tigela e mexer constantemente as gotas.

Os especialistas ainda não sabem a que propósito a peça servia, embora os membros do TMSP digam que poderia ser parte de um ornamento usado por um personagem importante que visitou o Templo, ou por um sacerdote. Mais informações sobre a peça serão publicadas assim que todos os artefatos forem processados.

Arqueologia bíblica

O TMSP foi fundado em resposta a uma iniciativa do Movimento Islâmico, em 1999. Com as ações, que contam com mão de obra voluntária de israelenses, o projeto eliminou mais de 9.000 toneladas de sujeira no Monte do Templo, que foram separadas de artefatos arqueológicos de valor inestimável através da peneiração. Os entulhos foram despejados no Vale do Cédron.

Os arqueólogos Dr. Gabriel Barkay e Zachi Dvira recuperaram os escombros e começaram a vasculhá-los em 2004, com o objetivo de compreender a arqueologia e a história do Monte do Templo, preservando a história. Ao longo dos anos, tornou-se um projeto internacionalmente significativo, trazendo mais de 200 mil voluntários que ajudaram os pesquisadores a encontrar milhares de artefatos inestimáveis.





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