Pecado? Pastor exorta fiéis sobre ler Bíblia no tablet ou ir a estádio

Pecado? Pastor exorta fiéis sobre ler Bíblia no tablet ou ir a estádio


O legalismo é uma distorção da mensagem bíblica, que por muito tempo norteou os sermões de muitos pastores e pregadores itinerantes. Como consequência, outras distorções passaram a influenciar os próprios fiéis evangélicos, que contribuíram para disseminar uma ideia de que tudo que não for religioso, é pecado.

Diante disso, o pastor Renato Vargens publicou artigo exortando os fiéis a abandonarem o legalismo e se dedicarem à compreensão das Escrituras e aplicação prática, para um crescimento espiritual da Igreja brasileira e o abandono da prática de ver pecado onde não há.

“O legalismo já foi uma forte vertente do evangelicalismo brasileiro. Todavia, de um tempo pra cá, os adeptos do farisaísmo da modernidade perderam espaço para os defensores do liberalismo comportamental, todavia, apesar deste fato inequívoco, ainda é comum encontrarmos nos arraiais evangélicos defensores de um tipo de religiosidade absolutamente antagônica aos ensinos das Escrituras”, contextualizou.

Aprofundando um pouco mais, o pastor explicou o que é essa distorção: “Legalismo é um termo usado pelos evangélicos para descrever uma posição doutrinária que enfatiza um sistema de regras e regulamentos para alcançar salvação e crescimento espiritual. Nessa perspectiva os defensores deste tipo de percepção doutrinária acreditam que é necessário obedecer a ditos e regulamentos com vistas a salvação”.

Na prática

Exemplos com diálogos reais foram feitos pelo pastor: “Um dos diáconos de minha igreja me contou que estava trabalhando numa obra em sua casa e precisou ir a uma loja de construções comprar alguma coisa. Devido a correria ele saiu de casa sem camisa, quando no caminho encontrou uma irmã em Cristo, membro de outra igreja que lhe disse: ‘Irmão! Você sem camisa na rua? Cuidado hein, porque se Jesus voltar agora, você não vai subir. Arrependa-se imediatamente’”.

Em outro caso, Renato Vargens relatou que é possível ver demonstrações de legalismo nas redes sociais: “Acompanhei uma discussão pelo Facebook de alguns irmãos queridos que com veemência criticavam os pastores que tinham por hábito pregar o Evangelho usando um tablet. Segundo estes, a Bíblia não deve ser lida no púlpito através do iPad. Para estes, Bíblia que é Bíblia só pode ser lida no papel e o fato de alguém fazê-lo de modo digital torna a pessoa desrespeitosa com a Palavra de Deus, o que implica em pecado grave e perda da salvação”.

Até um momento de lazer culminou numa discussão sobre o que seria pecado: “Fui abordado por um irmão numa igreja da Baixada Fluminense. Ele me perguntou o que eu achava de um cristão ir a um estádio de futebol. Eu respondi que não havia nada demais desde que o futebol não fosse o Deus do torcedor. O irmão, se sentindo contrariado com a minha resposta replicou dizendo: ‘Quem vai a um estádio de futebol caminha a largos passos para o inferno’”.

Ao final, o pastor exortou a Igreja brasileira a abandonar a ideia de que “a salvação está atrelada ao que fazemos ou deixamos de fazer”, e acrescentou: “Para os legalistas da modernidade andar sem camisa, usar um tablet ou até mesmo torcer para um time de futebol pode implicar na perda da salvação. […] O legalismo não morreu. Ele ainda está vivo e presente na igreja. Ainda é uma ameaça à saúde espiritual do povo de Deus por condicionar a salvação a atos, obras e comportamentos”.

“Como bem disse Russell Shedd, o legalismo ofende a justiça de Deus porque julga os irmãos segundo um código moral humano e não em termos de uma comunhão com Cristo. Somos salvos por graça e não por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Malcon Smith definiu o legalismo como um caldo mortífero. Hernandes Dias Lopes afirmou que quem dele se nutre adoece e morre. Sim! O legalismo é um problema sério à Igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência; mais importância à tradição do que à verdade; valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas, em última análise, não é a verdade de Deus que defende, mas seu tradicionalismo conveniente”, encerrou Vargens no artigo publicado pelo Pleno News.





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