Pastor é assassinado após celebrar batismo de cinco novos convertidos

Pastor é assassinado após celebrar batismo de cinco novos convertidos


Três homens não identificados atiraram e mataram um pastor enquanto ele voltava para casa com sua esposa após celebrar o batismo de novos convertidos. Entidades internacionais que prestam suporte a cristãos perseguidos denunciaram o ocorrido.

O pastor Salim Stephen Surin, um evangelista no vilarejo de Rania, no distrito de West Singhbhum no estado Jharkhand (região leste da Índia) foi assassinado na frente da esposa: “Eles mataram meu marido na frente dos meus próprios olhos. Fiquei apavorada ao ver meu marido desmaiar depois de levar um tiro no peito. Comecei a pensar em meus filhos e clamei em voz alta a Deus para me salvar e cuidar de meus [dois] filhos”, disse Tarsis, sua mulher.

O crime ocorreu no dia 08 de dezembro, conforme reportou a entidade International Christian Concerno (ICC). Tarsis afirmou ainda que um dos homens apontou uma arma para ela, e ela o empurrou para conseguir fugir: “Corri para os arbustos grossos e para a floresta próxima. Provavelmente caminhei por mais de 10 horas para chegar a minha casa. Eu propositalmente não peguei a estrada para evitar os agressores”, explicou.

Batismo

O casal voltava de moto para sua casa depois de celebrarem o batismo nas águas de cinco novos convertidos na aldeia de Putikda, local que já teve registro de ameaças de extremistas hindus contra cristãos.

O corpo do pastor foi localizado, horas depois, por pessoas que viajavam pela estrada. A Polícia passou a investigar o caso, mas ainda não há maiores informações sobre os autores do crime.

O estado de Jharkhand é conhecido por ser parte de um punhado de outros estados indianos que formam um cinturão tribal com frequentes registros de casos de intolerância religiosa. “De acordo com uma fonte, os cristãos de Putikda foram informados que deveriam renunciar à sua fé cristã. Apesar das ameaças, o pastor Surin continuou a visitar Putikda e a apoiar sua comunidade cristã”, diz o ICC.

Desde setembro, os ataques realizados por grupos radicais hindus aumentaram. Eles exigem que o governo proíba que os convertidos ao cristianismo possam receber educação e oportunidades de emprego oferecidas aos povos das tribos indígenas através de projetos sociais do governo.

Recentemente, uma multidão de 50 pessoas armadas com armas caseiras atacou uma comunidade de 100 cristãos em Chhattisgarh, ferindo pelo menos 27 pessoas. Uma jovem sofreu uma tentativa de estupro, mas escapou da violação.

De acordo com informações do portal The Christian Post, o Censo de 2011 indica que mais de 104 milhões de pessoas – ou 8,6% da população da Índia – são das várias tribos que constam na Constituição do país como minorias que devem receber benefícios sociais do governo.

A Índia está em décimo lugar na lista 2020 da Missão Portas Abertas dos países onde é mais difícil ser cristão. A entidade observa que os convertidos de origem hindu ao cristianismo são “especialmente vulneráveis à perseguição” e estão constantemente sob pressão para retornar ao hinduísmo.





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