“A prova é laica”, diz supervisora do Enem ao obrigar aluna a tirar pulseira

“A prova é laica”, diz supervisora do Enem ao obrigar aluna a tirar pulseira


A mãe de uma aluna que prestou prova para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) utilizou a sua rede social para fazer uma grave denúncia que indignou muitos dos seus seguidores, após revelar que a filha sofreu discriminação religiosa durante o certame.

“Hoje fomos buscar nossa filha após o 2° dia do ENEM, à R. Doutor Álvaro Alvim, 90 – Vila Mariana. Ao entrar no carro ela nos informou que a supervisora da sala pediu que ela retirasse a pulseira de prata em formato de terço e o escapulário pra fazer a prova”, escreveu a mãe identificada como Cristina Mariotti.

Segundo a mãe da aluna, a supervisora fez uso de um argumento completamente absurdo e descontextualizado para discriminar a religiosidade da aluna, alegando que a mesma estria infringindo a laicidade do Estado por utilizar o adereço religioso comum entre os católicos durante a prova.

“Segundo afirmação da supervisora, A PROVA É LAICA!!!!!! Mesmo questionando o porquê desta atitude e uma vez que, no domingo passado não houve nenhuma solicitação, minha filha acabou cedendo e tirou”, revelou Mariotte. “Alguém pode me explicar????”

Os próprios seguidores de Mariotte rebateram a declaração da supervisora, destacando que o conceito de Estado laico não se aplica à esfera pessoal, motivo pelo qual, por exemplo, o presidente da República pode participar de cerimônias religiosas e professar a sua fé livremente.

“O uso do escapulário se dá a nível pessoal, como qq outra indumentária, como um crucifixo no pescoço por exemplo. O constrangimento à candidata fica evidente. O fato deveria ter sido registrado em ata”, comentou um internauta.

Outros cobraram uma posição da coordenação do ENEM em São Paulo e apontaram o crime de discriminação religiosa cometido pela supervisora em sala de aula. Isso porque, apesar de não ser permitido o uso de adereços durante a prova, a fim de evitar que sejam confundidos com possíveis dispositivos de escuta, a supervisora teria deixado claro que a motivação da sua ordem foi religiosa ao dizer que “A prova é laica”.

Até o fechamento dessa matéria não obtivemos atualizações do caso. Para conferir a publicação, clique aqui.

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